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ramiro torres (e 2)

chega un irmán do poema anterior do amigo ramiro. e eu, renovadamente orgulloso de contar con el.

VIDA POÉTICA, POEMA DA VIDA

Para o Eduardo Estévez.

O poema recobra as
mãos dormidas
na língua extrema
paralisa as estirpes
da sombra
traz uma morte
aprazível
às aves nocturnas
que assaltam o pórtico
deste mar reinventado

o seu dizer envolve
a existência na sua
maquinária esférica de
artifícios rotundamente verazes
escreve-se na fronteira
do inexpressável
persegue os animais
esquecidos na entrada
do bosque
sonha a sua real
transfiguração em
osmose entre o silêncio
e o fogo

no deserto abandona
a indiferença
o peso do medo
a estrutura cinzenta da inércia

no seu luminoso andar
reubica a infância da olhada
a espessura atemporal da linguagem
a extraordinária densidade central do amor

Outubro de 2010.

publicado en amigos

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